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Braza – Tijolo por tijolo

Atualizada 20/10/2017 12:30

Braza é uma banda carioca que chegou quente e intensa, assim como seu nome propõe, em março de 2016. Formada no Rio de Janeiro por Danilo Cutrim (guitarra e voz), Vitor Isensee (teclado e voz) e Nícolas Christ (bateria), lançam seu segundo álbum chamado Tijolo por Tijolo. Com influências do ragga, reggae, rap, dub, sound system e funk, o trio apresenta uma sonoridade característica e envolvente. 

Se o primeiro disco intitulado com o nome da banda já foi incrível, o segundo, lançado em junho, traz uma construção de identidade e pura essência que é uma verdadeira "tijolada".

Braza é baile de rua! É uma onda sonora que bate no tijolo e transmite positividade. Acerta na massa e emana energia que nos faz dançar e pensar. Suas composições carregam certa filosofia de vida que nos trazem mensagens simples e essenciais para o cotidiano como coragem, esperança, gratidão e fé. Combustível que mantém a Braza sempre acessa! 

Confira a entrevista que gentilmente a banda concedeu a Galeria! 

Pouco tempo após o fim do Forfun surgiu o Braza. É um projeto que já estava em paralelo ou veio da necessidade de se fazer música?

Da necessidade de nos expressarmos. E a música sempre foi o meio ao qual recorremos com mais frequência, facilidade e gosto.

Por que Braza? Como vocês chegaram a esse nome para a banda?

BRAZA foi (e é) o substantivo que (pra nós) melhor reuniu e corporificou as intenções que buscávamos ao projeto. Listamos cores (vermelho, laranja, amarelo, marrom, preto), substantivos (raiz, ímpeto, calor, emoção, intensidade), intenções e propósitos e tudo parecia indicar para o BRAZA.

Quais são as bandas de influência do Braza?

Todas que também flertam com o reggae (e suas vertentes), o rap (e suas vertentes) e com a música brasileira.

Como é o processo criativo e como vocês definem as diferenças entre o primeiro e o segundo álbum?

O processo criativo é bastante variado, intenso e coletivo. Valorizamos cada experiência como uma influência. Desde um artista novo, um livro, um filme, uma conversa, um sonho, um quadro, ou até mesmo a importância de parar alguns minutos pra não fazer nada e não pensar em nada. As ideias que nascem deste processo são sintetizadas em palavras anotadas em blocos de notas de celulares, cadernos velhos ou folhas soltas de papel, ou então melodias ou harmonias também registradas ou em computadores e celulares ou então na memória cerebral. Depois nos reunimos e comungamos as intenções até chegarmos à finalização de uma música, um álbum ou um vídeo. Vale lembrar que neste segundo álbum tivemos a parceria do Pedro Lobo na composição de mais da metade das canções e na produção geral do disco, o que trouxe ainda mais critérios, influências e por consequência qualidade.

Quando vocês se descobriram na música e em qual momento decidiram seguir essa carreira?

Cada um tem sua história. Eu, Nícolas, sempre tive relação com a música. Meu pai toca violão, flauta transversa e sax. Meus irmãos mais velhos me introduziram no rock e minha mãe sempre ouviu muita mpb. Decidi comprar minha primeira bateria aos 14 para juntar-me a dois outros colegas de escola e compormos versos, batidas e acordes punks. Foi quase que um processo involuntário da puberdade (como o nascimento de espinhas e pelos pubianos). Danilo começou a tocar violão bem cedo por influência do irmão mais velho. Acabamos nos conhecendo no colégio, ficando amigos e formando uma banda pra tocar nos saraus. Vitor começou a tocar violão por influência do Danilo e logo formaram o Forfun.

O Forfun faz parte de um ciclo que se encerrou, mas que ainda está de certa forma ligado a banda, não só por ter feito parte de suas vidas, mas também por ser recente. Na opinião de vocês existe um saudosismo por conta dos fãs que acompanham o Braza? É tranquilo falar sobre esse passado?

Percebemos que uma parte das pessoas que vêm acompanhando o BRAZA chegou até nós pelo Forfun. Estas pessoas acabam tendo um carinho maior por nossa história como músicos e por nossas obras realizados com o Forfun. Entretanto estamos percebendo que estas pessoas vêm assimilando as nossas novas propostas (sonoras e líricas) e respeitando e compreendendo essas diferenças. É gratificante também perceber que boa parte do nosso público chegou até nós sem ter conhecido o Forfun. O que parece querer dizer que o BRAZA caminha com pernas próprias e as vêm desenvolvendo devagar, mas com solidez.

Em relação ao cenário musical atual, quais as dificuldades e oportunidades que vocês identificam e enfrentam no dia a dia da banda?

Vivemos as dificuldades de um país em crise que cada vez mais desestimula a cultura, a educação e os projetos científicos e sociais. Infelizmente constatamos que todas as casas de shows e quase todos os artistas estão com dificuldades para produzirem seus shows. Ao mesmo tempo o BRAZA encontra-se em um período de fertilidade criativa abundante e estamos muito felizes de, mesmo com essas dificuldades estruturais e conjunturais, estarmos realizando shows bacanas tanto de produção própria como em festivais.

Qual a visão de vocês sobre o momento político que o país está passando?

Um momento de crise política, ambiental, social e de valores. Entretanto quando olha-se para uma crise você pode lamentar-se e entrar em colapso estéril ou, como dizem os chineses, aproveitar essa crise para enxergar oportunidades de crescimento e de se construir uma sociedade mais justa. 

Vocês tem alguma história ou lembrança em relação a Galeria do Rock que gostariam de nos contar? 

Temos em nossas memórias e em nossos corações a importância inestimável deste patrimônio cultural, social e até espiritual (levando em conta de música é oração) que é a Galeria do Rock. 

Qual mensagem vocês gostariam de deixar para os fãs?

Queremos agradecer pela entrevista, mandar um forte abraço aos amigos e amigas que trabalham na Galeria e a todos que acompanham o site. 

Um novo mundo não só é possível como é urgente que se debata e se construa. A transformação que constrói é aquela que vem através do amor. Só o amor salva! 

Nos vemos nos shows!

Tamo Junto!

No último dia 16, o Braza lançou o clipe da música “Moldado em Barro”, gravado no Rio Tapajós, que nasce no estado do Mato Grosso, banha parte do estado do Pará e deságua no rio Amazonas. O vídeo foi dedicado as populações tradicionais da Amazônia.

Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=3QJNREk2RnA

Acompanhem o Braza e ouçam o novo cd "Tijolo por Tijolo" que está sensacional! Para conferir as redes sociais, agenda e últimas novidades acesse http://braza.com.br/

Entrevista: Grazi Anhani. Fotografia: Ronaldo Land. 

O AUTOR

Galeria do Rock

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